
Os nossos Discos, Symphysodon Discus (Heckel, 1840) , considerados atualmente como os peixes mais nobres do aquarismo de água doce, foram capturados aos milhares na bacia amazônica, especialmente nas regiões mais baixas dos rios Negro, Abacaxis, Trombetas e Madeira e exportados para os EUA, para a Europa e para os paises orientais.
Na sua forma selvagem apresenta uma cor amarronzada que não chama muito
a atenção.


Disco Selvagem
Nos países orientais e nos EUA foram submetidos à seleção
e ao melhoramento genético. Varias mutações foram fixadas
e hoje temos mais de uma centena de variedade de discos à disposição
dos aficionados, sendo que as mais valorizadas podem ser comercializadas por
vários milhares de dólares no mercado internacional.
O comércio internacional de peixes ornamentais movimenta milhões
de dólares anualmente, apenas com os discos. O Brasil transformou-se
em um dos grandes importadores de um peixe que é endêmico da nossa
Amazônia. Apenas na Tailândia há mais de uma centena de empresas
especializadas na criação e exportação de Discos,
gerando empregos e divisas.
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Anúncio típico
de uma empresa do Oriente
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Anúncio típico
de uma empresa do Brasil
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É com grande tristeza que constatamos essa realidade. Todo esse trabalho poderia ter sido desenvolvido no Brasil. A balança comercial brasileira deveria estar recebendo uma influência positiva da atividade de reprodução dos nossos Discos em ambiente doméstico. É um absurdo que nos tornemos importadores de um peixe que originalmente era só nosso.


Blue Diamond e Red Malboro
Variedades muito importadas pelo Brasil
Mas devemos aproveitar essa lição e cuidar melhor de outras tantas
espécies que podem ser reproduzidas e melhodas em ambiente doméstico
no Brasil. Caso contrário, corremos o risco de nos transformarmos em
meros importadores de exemplares de nossa fauna nativa, reproduzidos no exterior.